Teoria Musical: O que é uma tétrade?

O que é uma tétrade?

A tétrade ou as tétrades como sugere o nome, são acordes de quatro sons. Assim como as tríades, que são sobreposições de terças, as tétrades também seguem este conceito e, por esta razão, podem ser encaradas como uma extensão das tríades. Ou seja; são as tríades com sétimas.

Mas veja bem, este tipo de acorde de quatro sons não considera a sétima como uma dissonância e, sim como uma nota do acorde. Nos estilos musicais em que é comumente utilizada como, por exemplo, o samba, a bossa nova, entre outros, a sétima é característica fundamentalmente do acorde.

As tétrades são formadas sobre os seguintes graus de escala

I – III – V – VII

O primeiro  grau é a nota da escala que dá nome à tétrade – chamada de tônica ou fundamental – como mostra o exemplo abaixo:

GRAUS I III V VII
ESCALA MI SOL SI



Neste caso, a tétrade é formada pelas seguintes notas:

= I GRAU
MI = III GRAU
SOL = V GRAU
SI = VII GRAU

Estas notas formam o acorde de Dó maior com sétima maior.

Vejamos outro exemplo, desta vez usando como tônica do acorde a note Ré:

GRAUS I III V VII
ESCALA Mi Sol Si

Obtemos uma tétrade representada pelas notas:

= I GRAU
= III GRAU
= V GRAU
= VII GRAU

Estas notas formam o acorde de Ré menor com sétima maior.

Desta forma, podemos formar outras tétrades sobre qualquer grau da escala que desejamos.

Acordes Graus
I III V VII
Mi Sol Si
MI Mi Sol Si
Mi
Sol Sol Si
Mi Sol
Si Si


Em se tratando de tétrade podemos dizer que existem quatro tipos básicos:

maior com sétima maior
maior com sétima menor
menor com sétima menor
meio-diminuto (menor com quinta diminuta e sétima menor)

Quando falamos em maior e menor, estamos tratando da tipo tríade que, somada ao tipo da sétima, define a tétrade.

 

Tétrade Maior com Sétima Maior

Este nome é dado tendo com base na estrutura dos intervalos da fórmula:

Tônica – Terça Maior – Quinta Justa – Sétima Maior

Podemos dizer que temos entre o I e o III grau, 2 tons. Entre o III e o V grau, 1 tom e 1 semitom e, por fim, entre o V e o VII grau, 2 tons.

I Grau – 2 Tons – III Grau – 1 Tom e Meio – V Grau – 2 Tons – VII Grau

Vamos utilizar os intervalos da fórmula acima e indicar a cifra do acorde. Neste caso, assinalamos a cifra como uma tríade acrescentando uma sétima do acorde da seguinte maneira: o número 7 seguido do sinal + que demonstra a tipologia da sétima (no caso sétima maior = 7+).

I grau III grau V grau VII grau
C7+ = Mi Sol Si

 

Tétrade Menor com Sétima Menor

Nesta tétrade, temos uma tríade menor a qual juntamos uma sétima menor – o que corresponde a uma terça menor acima da quinta da tríade.

Tônica – Terça Menor  – Quinta Justa – Sétima Menor

Podemos dizer de outra forma: entre o I grau e o III grau, 1 tom e 1 semitom; entre o III grau e o V grau, 2 tons; e, por fim, entre V grau e o VII grau, 1 tom e 1 semitom:

I grau -> 1 tom e meio -> III grau -> 2 tons -> V grau -> 1 tom e meio -> VII grau

Vejamos isso na prática! Nesse caso, a cifra é indicada com a uma tríade menor (“m” minúsculo), seguida pelo número “7″ sem nenhuma sinal.

I grau III grau V grau VII grau
Cm7 = Mib Sol Sib

 

Tétrade Maior com Sétima Menor

Os intervalos dessa tétrade são:

Tônica – Terça Maior – Quinta Justa – Sétima Menor

Analisando: entre o I e o III grau, 2 tons, entre o III e o V grau, 1 tom e 1 semitom. Por fim, entre o V e o VII, 1 tom e 1 semitom. Veja a disposição intervalar:

I grau -> 2 tons -> III grau -> 1 tom e meio -> V grau -> 1 tom e meio -> VII grau

Vamos montar uma tétrade baseada nesta disposição intervalar. Nos caso,  assinalamos a cifra como uma tríade maior acrescentando a sétima da seguinte maneira: o número “7″ sem  nenhum sinal – o que demonstra uma tipologia de sétima menor.

I Grau III Grau V Grau VII Grau
C7 = Mi Sol Sib

 

Tétrade Meio Diminuta

Esta tétrade possui um nome que, às vezes, confunde. Mas, no final é muito simples, pois se trata de uma tríade diminuta com uma sétima menor. Por isso o nome meio diminuto (seria uma tétrade diminuta se possuísse uma sétima diminuta). Logo, definimos essa tétrade como:

Tônica – Terça Menor – Quinta Diminuta – Sétima Menor

Ou, se preferirmos, podemos dizer de outra forma: temos entre o I e o III grau, 1 tom e 1 semitom; entre o III grau e o V grau, 1 tom e 1 semitom; e por fim, entre o V e o VII grau, 2 tons. Essa é a disposição intervalar dessa tétrade.

I grau – 1 tom e meio – III grau – 1 tom e meio – V grau – 2 tons – VII grau

Agora vamos montar um tétrade baseada na disposição intervalar explicada, demonstrando a forma de cifragem desses acordes. Nesse caso, assinalamos a cifra como uma tríade diminuta acrescentando a sétima do acorde da seguinte maneira: tríade diminuta assinalada por um “m” minúsculo e  discriminando sua quinta diminuta “5b” seguido pelo número “7″ sem nenhum sinal acompanhando- o que demonstra uma tipologia de sétima menor. Podemos simplificar por um outro sinal, bem mais fácil, um pequeno círculo com um traço transversal Ø. Vamos a um exemplo sobre a nota Dó.

I Grau III Grau V Grau VII Grau
Cm7 (5b) ou Cø = Mib Solb Sib

 

Tétrade Diminuta

Formada por uma tríade diminuta somada a uma sétima diminuta. Ou seja, uma sétima menor acrescida de um bemol (b). Essa tétrade tem uma característica intervalar muito interessante: a distância entre os graus do acorde sempre será um intervalo de terça menor:

Tônica – Terça Menor – Quinta Diminuta – Sétima Diminuta

Podemos dizer de outra forma: temos entre o I e o III grau, 1 tom e 1 semitom; entre o III e o V grau, 1 tom e 1 semitom; e, por fim, entre o V e o VII grau, temos novamente 1 tom e 1 semitom.

I grau -> 1 tom e meio -> III grau -> 1 tom e meio – V grau -> 1 tom e meio -> VII grau

Assinalamos a crifra usando um outro sinal: um pequeno círculo, só que desta vez sem sem nenhum traço transversal “º”. Vejamos um exemplo sobre a nota Dó.

I Grau III Grau V Grau VII Grau
= Mib Solb Sibb (lá)



Para você que é iniciante, ou que já sabe tocar, é importante saber e aprender sobre a tétrade.

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4 Comentários para “Teoria Musical: O que é uma tétrade?”

  1. Luciano Lopes disse:

    Adorei, material didático ótimo, muito bem explicado, mas tenho dúvidas sobre tétrades que gostaria de esclarece via e-mail, portanto, se puder me enviar endereço de e-mail agradeceria muito, tenho pressa pois minha prova de música estar chegando.
    Ex:Na pauta o acorde: Ré – Sol – La – Dó, nesta cifragem como se classifica? É uma tétrade?

    Gostaria que você me esclarecesse outra dúvida!

    1. Uma melodia escrita em FÁ MAIOR, transportada para um terça menor acima: Qual será sua tonalidade? Em algumas pesquisas minha eu cheguei a conclusão que é G#.

    O SOL# tá na posição de uma 2ª? E ai!

    2. No meu exercício tinha uma pergunta para montar uma escala ascendente e descendente de DÓm melódica e RÉm harmônica, e como seu material é muito explicativo, ficaria muito feliz se pudesse me ajudar.

  2. Luciano Lopes disse:

    Adorei, material didático ótimo, muito bem explicado, mas tenho dúvidas sobre tétrades que gostaria de esclarece via e-mail,
    Ex:Na pauta o acorde: Ré – Sol – La – Dó, nesta cifragem como se classifica? É uma tétrade?

    1. Uma melodia escrita em FÁ MAIOR, transportada para um terça menor acima: Qual será sua tonalidade? Em algumas pesquisas minha eu cheguei a conclusão que é SOL#.O SOL# tá na posição de uma 2ª? E ai!

    2. No meu exercício tinha uma pergunta para montar uma escala ascendente e descendente de DÓm melódica e RÉm harmônica, e como seu material é muito explicativo, ficaria muito feliz se pudesse me ajudar.

  3. ROMULO disse:

    show muito bem explicado show!

Trackbacks/Pingbacks

  1. [...] Olá, vamos aprender então sobre como construir um Campo Harmônico, lembramos que é importante você já ter uma boa noção sobre tríades e tétrades! [...]


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