Guia sobre os diferentes tipos de acordes

Olá, hoje vamos falar sobre os diferentes tipos de acordes! O artigo está no capricho, vamos conferir?

Vamos começar pelo princípio de que é um acorde. Um acorde é  composto por três ou mais notas diferentes tocadas simultaneamente. Os acordes derivam seus nomes a partir da nota funamental, ou tônica,  assim o acorde C tem a sua tônica como C e um acorde G7 terá G. A relação dos intervalos entre a tônica e a terça determina se um acorde é uma maior ou menor. Acordes aumentados e diminutos são outros dois tipos de acordes e tem uma construção um pouco diferente. Os acordes podem ser dedilhados ou palhetados, e há várias técnicas de palhetadas, inclusive temos um artigo sobre isso, clique aqui para ter acesso. Sobre os powerchords, nos livros eles são tratados como acordes normais, geralmente, mas de fato eles são intervalos porque consistem de apenas duas 2 notas. Também temos um artigo sobre os powerchords :D, se quiser conferir clique aqui.

Embora os acordes sejam principalmente utilizados para guitarra base, um bom conhecimento sobre eles também é fundamental para guitarristas solo. Conhecer como são construídos os acordes trará uma base necessária para entender essas relações entre os acordes, ou compor uma música. Além disso, para um guitarrista que desempenha um papel fundamentel, as coisas giram muito em torno de arpejos. Os arpejos são notas tocadas em sequência, (a palavra arpeggio, ou arpejo em pt, literalmente significa “acorde quebrado”), em vez de um conjunto. Sobre mais informações sobre arpenjos clique aqui.

Os acordes de forma geral são fáceis de tocar, apesar de precisar entender a teoria por de trás da construção dos acordes (campos harmônicos) e vai exigir um pouco de compreensão de escalas. Embora não seja essencial ter um conhecimento de escalas para você continuar a ler este artigo; ter uma compreensão sobre as escalas certamente  vai melhorar a sua musicalidade geral. Mas por enquanto, não se preocupe assim com a teoria por de trás disso tudo e vá aprendendo pouco a pouco, lembre-se que a teoria musical serve para nos ajudar e não causar dor de cabeça.

Para os iniciantes é aconselhável a começar com os acordes abertos, não iremos abordar sobre os acordes abertos aqui neste guia pois temos um artigo sobre ele (veja aqui), mas eles são uma boa base para começar a pegar o jeito com os acordes com pestana (este nós iremos fala em breve!).

Diferentes Tipos de Acordes

Acordes Maiores

O tipo de acorde mais básico que existe é chamado de tríade, que consiste de 3 notas diferentes. Uma tríade maior contém a tônica, uma terça maior e uma quinta perfeita. O estudo inicial se baseia em torno de como construir a tônica da tríade (acorde) a partir de qualquer escala maior. Para construir a tônica dessa tríade (acorde) precisamos pegar a primeira nota de qualquer escala maior, a terceira nota (terça maior) e a quinta nota (quinta perfeita). Vamos pegar de exemplo a Escala Maior em C. Esta escala tem:

C-D-E-F-G-A-B-C

Aí você notará que que a primeira, a terceira e a quinta nota são: C-E-G. Mas uma coisa muito óbvia surge para a maioria dos guitarristas é que, C maior tocado na primeira posição envolve em tocar as 5 cordas, portanto, precisa ter mais notas que uma tríade.

O acorde C maior mostrado abaixo tem as seguintes notas: C, E, G, C, E. Mas se deixarmos de fora as repetidas, nós ficaremos com a tríade (acorde) C maior. Isso nos leva a uma importante regra: qualquer tom de acorde (nota) pode ser dobrado/repetido sem afetar a designação dos acordes.

Portanto, a tríade de C maior (C-E-G) e a primeira posição do acorde C maior mostrado abaixo (C-E-G-C-E) ainda assim são a mesma coisa, embora a versão do acorde de C maior com 5 notas soar mais cheio e completo, por causa das notas repetidas.

acordes maiores
C maior

 

Acorde Menores

A tríade (acorde) menor consiste de uma tônica, uma terça menor e uma quinta. A maneira mais simples de dizer isso é que o intervalo encontrado entre a primeira e a terça é a terça menor e o intervalo entre a primeira e a quinta é a quinta perfeita.

Os acordes menores são ligeiramente dissonantes e e por isso parecem ser mais melancólicos. Devemos lembrar que estamos falando sobre construir acordes a partir de escalas, e estes intervalos: a terça menor e a quinta perfeita, são as designações do intervalo da escala que são, então, aplicado a nomenclatura dos intervalos de um acorde. É por isso que os intervalos da tríade não são nomeados 1, 2 e 3, respectivamente.

Este é o tipo de aprendizado chamado de “off-the-guitar”. Às vezes você apenas tem que abaixar a sua guitarra/violão, encontrar uma caneta e um pedaço de papel e escrever, basicamente, uma escala e classificar as notas e intervalos. Sua sanidade e tocabilidade agradecem.

Os acordes menores são mais fáceis de serem entendidos do que a sua contrapartida, os acordes maiores. No exemplo abaixo vamos utilizar E maior e E menor. Por exemplo, nós podemos modificar a terça do acorde ao levantar o dedo que está pressionando a terceira corda da primeira casa, tornando-se assim uma corda solta. Ao alterar esta nota aquele intervalo será modificado de uma terça maior para uma terça menor, então formaremos um novo acorde: E menor.

 

acordes menoresacordes menores

E maior                                   E menor

Alterar entre um acorde  maior e um acorde menor pode ser relativamente simples, pois envolve a mudança de apenas uma nota. Algumas mudanças de acordes por exemplo, mudam de um acorde aberto F maior para um F menor, que precisa de um pouco mais de esforço.

Acordes de Sétima Dominante

A sétima menor é adicionada a um acorde maior. Quando uma sétima menor é adicionada a qualquer acorde maior, aquele acorde maior torna-se uma sétima dominante. O acorde dominante sempre se refere ao acorde construído no quinto grau de qualquer escala maior. Olhe para a escala de C maior abaixo:

C-D-E-F-G-A-B-C

O quinto grau da escala é G. O acorde construído no quinto contém as notas: G-B-D. Para mudar este acorde maior dominante para uma sétima dominate é necessário adicionar uma quarta nota. A nota que você vai adicionar é F (a sétima menor) e agora temos: G-B-D-F. Este acorde tem uma necessidade muito forte de cair, geralmente, na tônica. A razão para que o intervalo de G-B-D-F seja chamado de sétima menor e não de quarta perfeita, é que a designação do intervalo é determinado pela tônica do acorde. Tomemos como exeplo a Escala de G maior:

G-A-B-C-D-E-F#-G

Como você pode ver o intervalo de G-F# é uma sétima maior. Você pode formar um intervalo de sétima menor, diminuindo a sétima em um semitom: G-F. Isso vale para todos os intervalos de sétima maior.

De princípio parece muito estranho olhar para a relação de intervalos de outra tônica para determinar os intervalos de acordes da tônica que você está tocando. Isso é bem fácil na verdade, mas envolve um conhecimento maior sobre escalas maiores.

sétima dominanteacordes de sétima dominante

A7                                           G7

Acordes de sexta (6ª)

Adicione uma sexta a um acorde. Os 2 acordes em baixo são acordes maior a partir da tônica de C com uma sexta adicionada.

acordes de sextaacordes com sexta

F6 (subdominante         C6 (tônica em C maior)

em C maior)

Acordes Suspensos

Para fazer um acorde suspenso (o famosos sus) a terça deve ser subtituida uma segunda ou quarta qualquer. A terça define a modalidade – se é um acorde maior ou menor. Ao remover a terça e substituindo-a por uma segunda ou quarta você irá suspensar a qualidade modal deste acorde. Isto cria um acorde nem maior nem menor, e o ouvido interpreta o acorde como ambíguo.  A guitarra de John Lennon em “Happy Christmas” usa acordes suspensos, assim como “Pinball Wizard” do The Who.

Vejamos os acordes suspensos derivados de um acorde maior em D:

D maior acordes suspensosDsus 4 acordes suspensos

Dsus2                                    D maior                          Dsus4

Acordes suspensos derivados do acorde maior em D:

diferentes tipos de acordes

Asus2                                      A maior                        Asus4

Suspendendo agora um acorde maior em E:

diferentes tipos de acordes

E maior                                    Esus4

Slash Chords

Eu deixei como slash chord pois desconheço uma tradução para este acorde, ele não é muito comentado. Mas basicamente é um acorde onde a nota fundamental não esteja na sua posição fundamental. Por exemplo, um acorde C/G é um acorde cuja nota fundamental está em G. Eles também são referidos como “inversões”. Slash acordes sempre vão ser notados pelo nome do acorde seguido pela nota fundamental.

slash chordsacordes slash

C/G                                       F/C

Acordes Diminutos

Estes acordes consistem de uma pilha de terças menores. Você pode estender uma tríade diminuta (3 notas por acorde) ao adicionar outra terça menor; o que lhe dá um acorde de 4 notas, que é chamado de acorde com sétima diminuta. Os acordes com sétima diminuta são anotados como Co7 ou dim7. Os acordes de sétima diminuta são construídos inteiramente de terças menores, então você pode mover o desenho deste acorde subindo o braço da guitarra em intervalos de terças menores (3 casas) que ainda assim vai ser exatamente as notas do acorde original, mas em uma ordem diferente. A “inversão” é usada quando os acordes têm suas notas reorganizados.

acordes diminutos

Edim7 (posição tonal)   – Edim7 (1ª inversão, 5ª casa) – Edim7 (2ª inversão, 8ª casa

Acordes Meio Diminuto

Um acorde meio diminuto consiste de uma tríade diminuta com uma terça maior em cima. Em outras palavras, um acorde meio diminuto é uma tríade diminuta com uma sétima maior.

Acordes diminutos estão cheios de tensão por causa da dissonância criada pelo empilhamento dos intervalos das terças menores.

Palavras finais

Caso vocês queriam contribuir ou acrescentar algo sobre os diferentes tipos de acordes, fiquem à vontade! :)

Trackbacks

  1. […] Um acorde por definição, é um grupo de duas ou mais notas tocadas simultaneamente. Mas geralmente são tocadas 3 ou 4 notas diferentes e cada uma dessas notas são separadas por intervalos de terças maiores ou menores. Os acordes derivam seus nomes a partir da nota fundamental, ou tônica,  assim o acorde C tem a sua tônica como C e um acorde G7 terá G. A relação dos intervalos entre a tônica e a terça determina se um acorde é uma maior ou menor. Acordes aumentados e diminutos são outros dois tipos de acordes e tem uma construção um pouco diferente. Enfim existe uma variedade muito grande dos diferentes tipos de acordes, inclusive temos este guita prático para você consultar! (clique aqui) […]

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