Categorizado | Análises, Contra Baixo, Destaques

Conheça diversos baixos exóticos

Precision BassQuando Clarence Leo Fender criou o Precision Bass, primeiro contrabaixo elétrico da história, teve como principal preocupação o aspecto ergonômico do instrumento, não apenas em relação ao transporte como também ao design do corpo e  conforto que proporcionou aos músicos na época, ainda muito desconfiados com o então novo invento.

A estratégia deu tão certo que, anos depois, o baixo elétrico se consagrou definitivamente no mundo dos graves, o que levou a criação de várias outras empresas dispostas a disputar com a Fender a preferência dos instrumentistas: Gibson,  Rickenbaker, Alembic, Höfner, entre outras, passaram a também ocupar esta lucrativa fatia do mercado. Em muitos destes  modelos, porém, a intenção foi privilegiar o design. A Alembic, por exemplo, que criou fama por ter inventado a captação ativa, manteve o shape de seus produtos praticamente intocado, introduzindo apenas pequenas modificações para diferenciar cada modelo em relação aos demais. Outras marcas apostaram na concepção de seus instrumentos totalmente inovadores, com mudanças até bem radicais, com o intuito de atrair um público ansioso por novidades.

Ao longo das décadas, muitos destes equipamentos acabaram desaparecendo. Outros, por sua vez, ainda são construiídos em diversas partes do mundo. Procurando sofisticar o visual, ainda que em detrimento do aspecto ergonômico, estes modelos romperam barreiras, criando uma nova vertente. Iniciadas à partir de 1953, ao contrário do que muitos pensam, a idealização e a confecção destes contrabaixos inusitados prossegue até hoje. Conheça a seguir alguns dos modelos de baixo exóticos mais conhecidos.

Baixos Exóticos: Gibson Eletric Bass 1953

O primeiro baixo da Gibson foi lançado no meio dos anos 50. Tem como característica principal o formato da escala, mais curto, visando satisfazer os muitos guitarristas que também tocavam o instrumento na época em que foi lançado. Outra  importante propriedade é o design do corpo, em um peculiar formato de violino. Para agradar os músicos que estavam acostumados com o acústico, a empresa incorporou um espigão (telescopic) na ponta do instrumento. Repare também na  localização dos mecanismos de afinação.

Gibson Electric Bass 1953

Baixos Exóticos: DanElectro UB2 c1957

Um baixo elétrico de seis cordas em 1957? Pois foi o que imaginou o luthier Nathan Daniel, da Danelectro Company, pensando especialmente em criar uma alternativa para guitarristas que não se adaptaram às quatro cordas tradicionais. Sua afinação é igual à do violão e da guitarra elétrica.

DanElectro UB2

Baixos Exóticos: Fender Bass VI 1962

Criado em 1962 pela Fender Company, o instrumento possui uma alavanca de vibrato e uma afinação barítono, ou seja, em uma oitava abaixo em relação a guitarra. A linha tem três versões diferentes, que incluem diferentes tipos de captadores e chaveamentos.

Fender Bass VI 1962

Baixos Exóticos: Fender Bass V

Elaborado em 1966, o baixo de cinco cordas foi criado com uma escala em tamanho reduzido para facilitar a leitura. Possui apenas 15 trastes. A quinta corda é um inusitado Dó. Foi uma revolucionária idéia, mas lançada no tempo errado.

Fender Bass V

Baixos Exóticos: AMPEG AEB-1 c1966

Fundada em Nova York no fim dos anos 40, a Ampeg iniciou sua trajetória vendendo amplificadores e captadores para contrabaixos acústicos. Em 1966, tentando se adaptar aos novos tempos, a empresa criou o “Baby”, que consiste em um  inusitado modelo de upright. O instrumento tem o mérito de ser o primeiro contrabaixo elétrico fretless da história. Repare nos detalhes na ponte e em seu exótico headstock.

AMPEG AEB1 1966

Baixos Exóticos: Hagstrom H8 c1967

A companhia suíca Hagstrom apresentou ao mundo em 1967 o primeiro baixo elétrico de oito cordas. O primeiro jogo, com quatro cordas, possui afinação padrão. O segundo, mais agudo, é regulado uma oitava acima.

Hagstrom H8

Baixos Exóticos: Alembic Eight-String c1976

Em 1969, como resposta à Hagstrom, a californiana Alembic também criou um modelo de oito cordas. Nesta ilustração, encontra-se o modelo dado de presente para o baixista inglês Greg Lake. Além do número de cordas, este belo instrumento é dotado de revolucionários captadores ativos, criados pela própria marca.

Alembic 8 string 1976

Baixos Exóticos: Conklin Midi Sidewinder 7-String

Fabricado em 1990 pelo luthier americano Bill Conklin, famoso por criar instrumentos com desenhos inusitados, o modelo é um dos mais revolucionários criados pela empresa. O equipamento possui uma então revolucionária captação Bartolini e pode ser utilizado em formato MIDI. A afinação utilizada é B-E-A-D-G-C-F.

Conklin Midi Sidewinder

Baixos Exóticos: Wal Triple-Neck 1973

Este singular instrumento foi criado em 1973 pelos luthiers da Wal Company, para o baixista Roger Newell, que na época tocava no Rick Wakeman’s English Rock Ensemble. Mais tarde, foi dado de presente para Chris Squire, que posteriormente o doou para o Hard Rock Café. Além das versões tradicionais com e sem trastes, possui a afinação A-D-G, com duas cordas no primeiro braço.

Wal Triple Neck 1973

Baixos Exóticos: Steinberger Prototype 1979

Em 1979, Ned Steinberg criou este inusitado baixo em fibra de carbono, captação ativa e design radical. O principal atrativo é o mecanismo de afinação, que se localiza no fim do corpo do instrumento.

Steinberger Prototype

Baixos Exóticos: Liutaio Motolla Elastico

Na edição de 1994 da NAMM, o luthier R.M. Mottola criou este singular baixo, que possui corpo com envergadura de 45 graus, 18 trastes e cordas de silicone.

Liutaio Mottola Elastico

Baixos Exóticos: Roland G77 c1985

A Roland lançou em 1985 o primeiro instrumento MIDI da história dos graves, mas sua capacidade de criar novos timbres não agradou aos músicos da época. Os críticos o consideraram uma idéia genial, mas sem a tecnologia necessária para  transformar as vibrações das cordas em sonoridades viáveis.

Roland G77 1985

Baixos Exóticos: Guild Ashbory 1987

Criado na Inglaterra pelos luthiers Alun Jones e Nigel Thornbory, o modelo tem 22 trastes. Também há um modelo fretless e suas cordas são feitas de nylon. Segundo os baixistas, possui uma excelente sonoridade, bem próxima à do contrabaixo acústico.

Guild Ashbory 1987

Baixos Exóticos: Zon Hyperbass 1994

Não poderia ficar de fora desta relação o revolucionário Hyperbass, feito pelo luthier americano Joe Zon, para o baixista Michael Manring. Além do design, o instrumento foi idealizado com braço de grafite e oito sistemas de alteração de  afinação – metade no headstock e o resto na ponte – proporcionando ao músico desenvolver infinitas possibilidades de regulagem.

Zon Hyperbass

Baixos Exóticos: Warr Phalanx

Desde 1970, quando Emmet Chapmann inventou o Stick, várias companhias têm lançado instrumentos similares, destinados à execução da técnica de tapping. Um ótimo exemplo é o Warr Phalanx, desenvolvido por Mark Warr, no fim dos anos 90. Segundo o luthier, o instrumento pode ser uma guitarra ou um baixo, conforme o desejo do músico. Possui configurações para 8, 10, 12, 14 e até 16 cordas!

Warr Phalanx

Baixos Exóticos: Dammann V² Fretless 5-String

O luthier americano Ralph Dammann idealizou este instrumento, de cinco cordas, para atender às necessidades dos baixistas acústicos que gostariam de ter um modelo elétrico com design similar ao do “gigante”.

Dammann V2 Fretless

Alguns desses instrumentos são difíceis de ser encontrados ou não são mais produzidos. Alguns se são produzidos, estão em versões bem diferentes das originais. De qualquer forma, são baixos exóticos que merecem destaque.

O que você achou desses baixos exóticos? Participe, comente!

Gostou? Compartilhe!

Você pode gostar também:

2 Comentários para “Conheça diversos baixos exóticos”

  1. tem varios baixos interessantes ai
    porem pra mim o mais bonito e que tambem nao deixa de ser exotico é o classico do Paul Mccartney. Aquilo sim é um baixo bonito e estiloso.

Trackbacks/Pingbacks


Deixar Comentário

Opine Já!

O que você quer ver no Portal Música?

Ver Resultados

Loading ... Loading ...

Estamos no Facebook