Arpejos para baixo: Tétrades

Nesta semana vamos falar um pouco de arpejos para baixo compostos por tétrades. Este artigo é a segunda parte de uma série de artigos sobre arpejos. Caso não tenha visto o primeiro artigo sobre tríades, clique aqui.

Arpejos para baixo: Tétrades

Os acordes com 7ªs possuem quatro sons – por isso, também são chamados de tétrades -, que correspondem à tríade mais o sétimo grau de uma escala. Os arpejos relativos a essas harmonias seguem o mesmo conceito, ou seja, sofrem o acréscimo de uma 7ª em relação às estruturas vistas anteriormente, passando a ter quatro notas. Por conta disso, abrangem um leque maior de acordes, podendo ser usados em um número mais amplo de situações.

No sistema de escalas diatônicas, existem sete tipos de tétrades, que podem ser executadas no formato de arpejo. Ao executá-las no contrabaixo, redobre a atenção com a mão direita, especialmente nos momentos em que o dedo polegar abafa as cordas graves à medida que ataca as mais agudas.

Arpejos para baixo: Tétrade Maior com 7ª maior

Este tipo de arpejo tem com base o modo jônio, pois é formado por Tônica, 3ª maior, 5ª justa e 7ª maior. Também pode ser utilizado em acordes lídios. Lembre-se: para executar qualquer estrutura deste tipo, use digitações abertas, com Tônica e 3ª (maior ou  menor) na mesma corda.

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Arpejos para baixo: Tétrade Aumentada

A única diferença deste formato para a tríade aumentada é a adição da 7ª maior. Os pontos de referência são Jônio 5# (terceiro modo do campo harmônico menor) e Lídio 5# (terceiro do campo menor melódico).

arpejos para baixo tetrades 2

Arpejos para baixo: Tétrade Maior com 7ª

Este arpejo também pode ser chamado de dominante, pois tem origem nos modos mixolídio, mixo 6b/9b, mixo 4#, mixo 6b e mixo alterado (alt 7).  Geralmente, é usado sobre acordes blues. Possui os intervalos de Tônica, 3ª maior, 5ª justa e 7ª menor.

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Arpejos para baixo: Tétrade Menor com 7ª

Sua referência é o modo eólio, mas também funciona em dórico e frígio, que possuem os intervalos de Tônica, 3ª menor, 5ª justa e 7ª menor em sua tétrade. Normalmente, esses acordes aparecem como cadenciais e o uso dos arpejos cai muito bem sobre essa função.

arpejos para baixo tetrades 4

Arpejos para baixo: Tétrade Menor com 7ª maior

Os arpejos menores com 7ª maior são de uso mais específico. Têm origem no modo menor harmônico (eólio 7+) e no menor melódico (dórico 7+) e estrutura formada por Tônica, 3ª menor, 5ª justa e 7ª maior. Possuem sonoridade bem diferente do usual, ou seja, não é freqüente encontrá-lo na mesma proporção que os demais.

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Arpejos para baixo: Tétrade Meio Diminuta

Encontrado no modo lócrio, o arpejo meio diminuto apresenta uma característica sonora muito peculiar porque contém uma 5ª diminuta e uma 7ª menor. Estes intervalos servem para diferencia-lo do arpejo diminuto, em que há uma 7ª diminuta. Possui a seguinte composição: Tônica, 3ª menor, 5ª justa e 7ª menor. Também pode ser encontrado em lócrio 6 (segundo modo do campo harmônico menor harmônico) e lócrio 9 (sexto do campo menor melódico).

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Arpejos para baixo: Tétrade Diminuta

Um dos mais utilizados pelos músicos, o arpejo diminuto tem sonoridade bem distinta em relação aos demais. É formado por Tônica, 3ª menor, 5ª justa e 7ª diminuta. Com origem no sétimo modo do campo menor harmônico (alterada 6), pode ter quatro pontos diferentes de inversão, pois seus graus estão em intervalos de um tom e meio. Portanto, tem apenas três tons diferentes (C, C# e D). Também pode ser encontrado na própria escala diminuta, que não faz parte do sistema diatônico.

arpejos para baixo tetrades 7

Com isso, concluimos a segunda parte da série de posts sobre Arpejos para baixo, sendo este artigo focado em arpejos para baixo compostos por tétrades.

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