Arpejos para baixo: Extensões

Nesta semana vamos falar um pouco de arpejos para baixo compostos por extensões. Este artigo é a terceira parte de uma série de artigos sobre arpejos. Caso não tenha visto o primeiro artigo sobre tríades, clique aqui. Pode também ver o artigo sobre arpejos compostos por tétrades aqui.

Arpejos para baixo: Extensões

Quando pensamos em acordes dissonantes, ou seja, acrescidos dos nono, décimo primeiro e/ou décimo terceiro graus, geralmente associamos o improviso à escala (modo) relativa à harmonia. Em Gm7(13), por exemplo, costuma-se utilizar o arpejo de Sol menor com sétima ou o modo dórico de Sol – neste caso, em razão da presença de uma 13a. Entretanto, a concepção de arpejos com extensão permite criar um esquema em que, além das tríades e tétrades, também é possível explorar as tensões do modo correspondente. Deste modo, o número de opções de licks e frases a serem utilizadas em um acorde ou progressão harmônica torna-se muito maior.

As extensões dos arpejos são calcadas em saltos de terças (maiores ou menores, dependendo do tipo). Após o sétimo grau, até a segunda oitava acima, figuram os graus 9, 11 e 13. Portanto, são acrescidas três notas às tétrades – em comparação com as tríades, quatro. Neste processo, é importante evitar notas que propiciam choques de semitons com as provenientes do acorde, principalmente Tônica, 3a e 5a.

Arpejos para baixo com extensão: Maior com 7ª maior

Possui a seguinte estrutura: Tônica, 3a maior, 5a justa, 7a maior, 9a maior, 11a aumentada e 13a maior. A única alteração em relação ao modo de referência (jônio) está no décimo primeiro grau, que passou a ser aumentado para não se chocar em meio tom com a 3a do acorde.

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Arpejos para baixo com extensão: Maior com 7ª

É formado por Tônica, 3a maior, 5a justa, 7a menor, 9a maior, 11a aumentada e 13a maior. Baseia-se no modo mixo 4# (quarto do campo harmônico menor melódico) para não ocorrer choque com a 3a do acorde.

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Arpejos para baixo com extensão: Menor com 7ª

Tem o décimo terceiro grau maior, em vez de menor, em razão da necessidade de que determinadas alturas sejam evitadas. É constituída de Tônica, 3a menor, 5a justa, 7a menor, 9a maior, 11a justa e 13° maior. O modo de referência é o eólio, mas há características de dórico em virtude da distância de meio tom entre a 13a menor e a 5a justa do acorde.

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Arpejos para baixo com extensão: Menor com 7ª maior

Tem como referência as escalas menor harmônica e menor melódica por causa da similaridade entre suas tétrades. Com a adição das notas estendidas, assume a seguinte configuração: Tônica, 3a menor, 5a justa, 7a maior, 9a maior, 11a justa e 13a maior. Com a alteração do décimo terceiro grau de menor para maior, a intenção fica na escala Dórico 7+ e não na menor harmônica.

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Arpejos para baixo com extensão: Meio Diminuto

A princípio, o modo Iócrio funciona como sua principal escala. No entanto, já que a 9a menor está a meio tom da Tônica, o nono grau passa a ser maior, o que muda a referência para lócrio 9, localizado no sexto grau do campo harmônico menor melódico. Deste modo, é montado com os intervalos de Tônica, 3a menor, 5a diminuta, 7a menor, 9a maior, 11a justa e 13a menor.

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Arpejos para baixo com extensão: Diminuto

A única diferença em relação ao meio diminuto é a 7a diminuta (por enarmonia, sexta maior) com isso, a sequência fica: Tônica, 3a menor, 5a diminuta, 7a diminuta, 9a maior, 11a justa e 13a menor tendo como escala principal a diminuta, que é um escala simétrica.

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Com isso, concluimos a terceira parte da série de posts sobre Arpejos para baixo, sendo este artigo focado em arpejos para baixo compostos por extensões.

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