A verdade sobre cabos para instrumentos

Neste artigo, iremos discutir um pouco à respeito dos cabos para guitarra, violão e baixo. Pretendemos com esta informação, desmistificar alguns conceitos e trazer à tona algumas verdades sobre cabos de instrumentos, que possuem tantas variações e preços  diferentes que acabam gerando confusão para quem vai comprar um novo cabo para seu instrumento.

Os músicos são confrontados com uma variedade de materiais a comprar, e, claro, a publicidade desempenha um papel importante na mentalidade dos consumidores. No mundo dos cabos de instrumento, não há exceção. Muitas marcas produzem cabos que vão desde as menores faixas de preços, à partir de R$20, até cabos mais caros, chegando a preços superiores a R$200. Por qual razão muitas marcas cobram tão caro por seus cabos? Eles podem realmente melhorar ou piorar o som do instrumento? A melhor arma que um consumidor pode ter ao entrar em uma loja é o conhecimento. Embora este artigo não vai te dizer se um cabo é ruim e o outro é bom, queremos te fornecer uma explicação imparcial sobre cabos e porque possuem preços diferentes. Isso irá ajudá-lo a tomar melhores decisões de compra.

Eu acredito que é importante que você perceba que os cabos de instrumentos são, na maior parte, cabos analógicos. Há inúmeras discussões sobre a injustiça na publicidade entre marcas específicas de cabos digitais; porque nesses casos as formas de sinal são  realizadas diferentemente. Por esta razão, os argumentos e contra-argumentos contra essas marcas não vão ser levados em conta nesse artigo.

Então, de que é feito um cabo de guitarra? É nessa hora que muitos consumidores que acreditam que uma marca é melhor que a outra ou possui uma qualidade de sinal melhor ficam chocados. Em termos simples, um cabo de guitarra é um  pedaço de fio de cobre blindado, com um diâmetro do núcleo de 0,265”. Todos os padrões de cabos de instrumentos 1/4” são desta espessura e, portanto, têm a mesma resistência e impedância do sinal.

Agora, o mais impressionate: o que isso significa? Quaisquer cabos feitos do mesmo componente de cobre e com o mesmo comprimento vão te entregar a mesma qualidade do sinal. Então, sim, os cabos “Monster Rock” de R$200, e o cabo simples de R$20 com o mesmo comprimento são essencialmente iguais. A prova está nas leis de resistência: a equação (R ​​= p *l/A) afirma que a resistência (em Ohms) é proporcional ao comprimento e resistividade do fio, e inversamente proporcional à área transversal do fio. Em termos leigos, isso significa que um fio curto e grosso fornece a melhor qualidade de sinal. Pelo fato da área seccional cruzada ser a mesma, a resistividade do cobre não muda (16.78 nÙ·m), e pelo fato do comprimento do fio ser determinado pelo consumidor, então chegamos à surpreendente conclusão de que todos esses cabos, de fato, possuem a mesma qualidade de tonalidade.

cabos de guitarra
Cabos de R$200 e R$20 – são a mesma coisa?

Sabemos agora que a reivindicação de um cabo caro ser “melhor” não pode ser atribuída a qualidade do seu sinal. Então, o que eles podem oferecer? Enquanto que a qualidade do sinal é a mesma, existem outros aspectos que podem ser melhorados? Aqui está uma lista de aspectos sobre os cabos, que são frequentemente usados em propagandas, que você deve prestar atenção:

– Blindagem: Para evitar que interferências atinjam o condutor central “quente” onde o sinal está passando, o “escudo” de cobre protege o núcleo condutivo. A blindagem é geralmente feita de cobre trançado, e uma impedância de transferência baixa para o ground (terra)  é a qualidade que devemos procurar.

– Isolamento: O condutor de cobre deve ser isolado para preservar a qualidade do sinal, e, claro, para proteger o usuário. A maioria de isolamento é feita de borracha e neopreno ou materiais termoplásticos (polietileno e polipropileno) espalhados ao longo do condutor, e, em seguida, vulcanizados. Isolamento não afeta a qualidade do sinal e é geralmente padronizado na fabricação de cabos. A espessura, no entanto, determinará a flexibilidade do cabo.

– Proteção contra “ciclo 60 humm”: Muitos cabos, especialmente aqueles mais caros, anunciam ter uma forte proteção contra ruídos elétricos. A triste verdade entretanto é que estes zumbidos (provenientes da frequência 60Hz e 120Hz à partir de fontes de energia) são  geralmente de baixa frequência o suficiente para serem interrompidos por qualquer coisa, exceto componentes de metal ferro. A melhor defesa contra esta interferência é manter o excesso de cabo enrolado longe de fontes de energia, tais como amplificadores e divisores de potência.

– Conectores: Todos nós conhecemos os atraentes conectores banhados à ouro, contidos em cabos de algumas marcas de grande nome. E, claro, se é ouro, é melhor … certo? Enquanto muitas pessoas acreditam que conectores banhados a ouro são “melhores”, não há evidências que apoiem essa justificativa. O ouro é um elemento anti-corrosão atraente, mas, em se tratando de qualidade de sinal, não há nenhuma vantagem ao se ter um conector de ouro em relação aos convencionais, na gama de frequências de instrumentos.

Então, se não há uma enorme diferença entre os cabos  de preços superiores e inferiores, porque há essa lacuna nos preços? Por que algumas marcas cobram quase o dobro dos cabos mais baratos, quando não há muito mais que eles podem oferecer para justificar esse preço? A resposta é margem de lucro.

Relatos de consumidores têm mostrado que muitos fabricantes de cabos “top de linha” vendem seus produtos no varejo com aumento de preços de até 200%. É importante para os consumidores considerar todas as marcas de cabos antes de comprar, porque, enquanto as marcas de preço mais elevado oferecem poucos bônus agradáveis, no final, eles geralmente não valem o dinheiro a mais que você está pagando.

Vá em frente e compre novos cabos, mas leve junto com você o seu conhecimento, de estar ciente de suas próprias necessidades e o que os cabos diferentes tem a lhe oferecer. No final, você pode economizar um monte de dinheiro com apenas um pouco de reflexão.

Comentários

  1. Thiago Vasconcelos diz

    Amigo,

    Uma coisa eu discordo de você quando escreve que o cobre não influencia no sinal… temos que lembrar que quando falamos em metal um fator é preponderante para a sua condutibilidade ( e por tabela melhor propagação do sinal) é o grau de pureza que o metal tem… certamente fabricantes de melhor qualidade e procedência apresentam materiais com melhor grau de pureza, o que diminui a resistividade e melhoar a condução do sinal… da mesma forma isto se aplica para o conector e sua solda.. Fabricantes de melhor procedência utilizam técnicas de soldagem de melhor qualidade e automáticas, o que também diminui as perdas… e sendo a solda um processo químico, quanto melhor for o material e melhor for a capacidade de reação que o mesmo tem, menor será a formação de vazios na solda, melhor será a conexão, e menor será as perdas tanto por condução do sinal, quanto para perdas devidos efeitos eletromagnéticos (indução por diversas frequências, perdas parasitas no metal, etc…)

    Portanto certamente comparar um de 200 com um de 20 reais tem uma enorme diferença que está justamente nos materiais utilizados e principalmente no processo de solda do cabo com seu conector.

    Espero ter contribuído de forma acertiva..

    Thiago

    • diz

      Olá amigo Thiago

      Nosso foco no artigo foi mais especificamente no material utilizado, mas é claro, podem haver diferenças na forma como o cabo foi produzido, porém, não podemos dizer que somente cabos caros são feitos com padrões altos de qualidade. A verdade é que a produção de um bom cabo de guitarra não é tão cara. Se você comparar ainda com um cabo de R$180,00 importado, você está pagando impostos de importação e outras taxas nesse cabo e além disso, sabemos que empresas como a MonsterCable usam artistas famosos para falar dos seus cabos. Isso certamente custa dinheiro e reflete no preço final do produto.

      Existem bons cabos por preços acessíveis e eu concordo com você que algumas coisas devem ser levadas em conta, como qualidade de solda etc… O ideal é comparar o custo benefício.

      Obrigado pela participação! :)

  2. Yo diz

    “Quaisquer cabos feitos do mesmo componente de cobre e com o mesmo comprimento vão te entregar a mesma qualidade do sinal”

    Negativo. Existem cobres de diferente tipos de qualidade no mercado, com graus de pureza e processos de fabricação distintos. Cada empresa usa seu tipo, de seu próprio fornecedor. Inclusive, a fórmula que vc utilizou não é de resistência, mas de resistividade e a componte p (que na verdade é uma letra grega: o rho) define a resistividade elétrica, que inclusive varia para um mesmo material. Ou seja, não é tudo cobre. Cada cobre é diferente do outro. Isso só falando do cobre.

    Sem contar com as plugs banhados a ouro ou prata, que apresentam tratamento diferenciados quanto a fluxo de corrente elétrica, bem como o isolamento eletromagnético do cabo, além de isolamento térmico. Se vc acha igual tente ir no estúdio, plugue uma Gibson em um cabo Santo Ângelo de 20 reais e depois plugue em um cabo Monster Pro 1000. Não é à toa que cabos da Monster tem garantia vitalícia.

    • diz

      Olá,

      Antes de colocarmos este artigo, fizemos uma extensa pesquisa. As propriedades e padrões de cobre foram verificadas, baseado no site Copper.org, que é uma referência para esse tipo de pesquisa.

      As empresas mais populares, fabricantes de cabos, e não estou me referindo aos cabos mais caros, seguem padrões de qualidade até por causa da concorrência que temos nos dias de hoje. Uma empresa que fornecesse um produto com problemas à nível de processo de fabricação já teria sido rotulado negativamente há muito tempo. Isso ocorre com qualquer tipo de produto.

      Falando de cabos com plugues de ouro, não há evidências de melhora de sinal e principalmente, se houverem diferenças, elas não são audíveis. Como nunca uma dessas empresas se interessou em fazer um “double blind test” onde colocasse grupos para dizer qual dos cabos soava ter mais qualidade sem saber qual estava sendo utilizado, temos que usar como parâmetro a opinião dos consumidores.

      Em busca por fóruns na internet, o número de comentários se referindo ao monstercable como “não vejo diferença audível entre ele e um cabo barato” é imensa. São usuários do próprio cabo falando isso, tendo bases de comparação bem claras.

      A única vantagem então aparente desse cabo é sua garantia vitalícia, o que também não é possível medir se justifica esse preço, porque outros cabos te preços menores, se bem cuidados, podem durar muito.

      Resumindo, se houverem diferenças, elas justificam a diferença de preço? Os próprios usuários do monstercable que dizem não perceber diferença audível, estariam equivocados?

      Apenas por observação, eu já testei um cabo de R$40 e um cabo desses que custam R$180,00 e não notei diferença que me fizesse sentir satisfeito pela compra. Essa discussão se estende até mesmo para outros tipos de cabos, mas é uma outra história.

      Obrigado pela participação!

  3. Lelo diz

    ” E, claro, se é ouro, é melhor … certo? Enquanto muitas pessoas acreditam que conectores banhados a ouro são “melhores”, não há evidências que apoiem essa justificativa”

    Ola, gostaria de dizer que fisicamente o ouro é bem mais eficiente que o cobre por apresentar uma melhor condutividade, tanto que é usado em placas de circuitos de PC. Logo é justificavel sua aplicaçao nas ponteiras dos cabos.

    • diz

      Olá Lelo,

      De fato o ouro tem boas aplicações quando se trata de uso em hardware de computador, porém, estamos falando de uma aplicação diferente, onde seu uso não justifica os preços cobrados pelos fabricantes que utilizam cabos com plugues banhados à ouro. O cobre nesse caso, faz muito bem o trabalho e num geral, existem marcas que produzem cabos de qualidade por preços bem menores e que não vão ficar devendo para os cabos mais caros.

      Obrigado por seu comentário :)

      • Lelo diz

        Então JP,
        Mas a questão do ouro não é só pela qualidade de sinal, e sim também pela durabilidade que ele apresentará.
        Realmente, a diferença entre os sinais é muito pequena (muitas vezes inaudível). A prova da diferença só pode ser feita em testes de laboratório.
        Não concordo com o preço cobrado, principalmente pq tem valor de marca agregado, mas que alguns são muito mais bem feitos que outros, isso é inegável!! Eu tenho um da Planet Waves (garantia vitalicia tb) que a qualidade do material é perceptivel a olho nu!! Enquanto que um Sto Angelo parece feito num fundo de quintal.

        Achei muito boa a iniciativa da matéria, mas o que não acho certo (e q vejo demaaaaais no Ocioso p.ex.) é colocar título e algumas afirmações sem comprovações científicas.
        Não afirmando que você não tenho feito sua pesquisa, porém faltou fundamentos teóricos para colocar “A verdade sobre cabos para instrumentos”

  4. Guilherme diz

    Olá! Como estudante de Engenharia Elétrica e guitarrista amador me sinto na obrigação de comentar alguns dos pontos abordados por você neste artigo. Primeiramente, há diferenças sim na qualidade do sinal entregue de acordo com o condutor utilizado. Apesar de todos serem feitos de “cobre” e possuírem praticamente a mesma área de secção transversal, vale ressaltar que o cobre puro não é utilizado na fabricação destes condutores, mas sim ligas de cobre com outros metais. A pureza da liga e até mesmo a velocidade do processo de formação do metal influencia na facilidade da condução da corrente elétrica e na distorção que o cabo pode trazer ao sinal conduzido. Se tratando de resistência elétrica, acho que ficou claro que diferentes ligas de metais possuirão uma resistividade diferente, alterando o nível de atenuação do sinal. Em relação à malha de blindagem, está corretíssimo afirmar que as interferências podem ser causadas por fontes de alimentação externas, como a do próprio amplificador ou de outras fontes de corrente alternada. Um ponto não abordado no artigo é a qualidade das soldas nos conectores. Visto que a fabricação destes cabos é feita em larga escala, não é incomum encontrar as chamadas “soldas frias”, que nada mais é do que a aceleração do processo de resfriamento da solda recém feita, o que acarreta em um endurecimento precoce da solda e, sendo assim, a fragilidade da mesma, além da perca de alguns características elétricas importantes. Sobre os conectores serem banhados a ouro, este não é o melhor material condutor existente, porém ele obtém a melhor relação entre a condutividade e a oxidação tardia para este tipo de aplicação. Em termos gerais, os cabos de melhor qualidade passam por processos de produção mais controlados e um controle de qualidade muito mais rígido, eliminando quaisquer imperfeições que possam ter sido causadas durante o processo de fabricação. Vale ressaltar que para o uso doméstico, pouca diferença será percebida ao usuário, visto que as imperfeições sonoras geralmente são pequenas se relacionadas com a potência sonora de saída. Em contrapartida, para usos em ensaios/shows a amplificação do sinal também amplificará as imperfeições que possam ter sido originadas no cabo. Sendo assim, minhas sugestões seriam para que iniciantes e amadores façam a compra de cabos o menor possível, descartando assim a área efetiva que possa servir de “receptora” para interferências externas e cabos com alta qualidade de solda nos conectores.

    • diz

      Olá Guilherme,

      Muito bom seu comentário, obrigado pela participação! Esperamos que suas dicas ajudem à todos que visitem o artigo!

      Volte sempre :)

  5. Zeponi diz

    Algumas considerações a fazer:

    Primeira: tenho que concorda com que foi falado em outros comentário, que o nível de pureza do cobre irá influenciar totalmente na transferência de energia, pois um cabo de cobre impuro, com certeza será mais barato que um de cobre puro, até por que cobre puro que realmente é caro;

    Segunda: Não sou físico nem químico, mas até onde eu aprendi, ouro sempre foi melhor transmissor elétrico que o cobre, por ter 3 elétrons na cama de Valência ao invés de 1 como o cobre, com isso ele consegue emitir o sinal de 3 em 3 elétrons ao invés de 1 em 1 igual o cobre, uma prova disso é cabos HDMI em ouro consegui emitir um sinal melhor que os cabos de cobre, pela quantidade de elétrons que consegue transmitir na sua camada de Valência, mas não vejo muita vantagem em apenas as pontas serem banhadas a ouro e usar cabo de cobre comum, ideal seria cabo e pontas banhadas em outros;

    Terceira: Não vi nada sobre o tipo de solda, que pode influenciar também, pois se for uma solda fraca ou com pouco estanho, não cobrindo todo o contado com material da ponteira, por influenciar também;

    Quarto: tipo de blindagem ou malha do cabo influência muito, pois um cabo pouca malha em volta, tento abertura entre seu entrelaçado, não irá ‘blindar tão bem quanto um que malha toda está fechada, isso influência diretamente no preço, pois seria o fator de mais ou menos cobre a ser utilizado;

    Quinta: Algumas ponteiras mais simples, não prende muito bem na capa externa do fio, fazendo com que quebre mais facilmente a solda ou danifique a mesma diminuindo a sua área de contato, perdendo assim a qualidade, uma ponteira que possa garantir prender melhor a proteção externa do cabo, pode lhe garantir uma melhor vida útil da mesma e/ou menos transtorno em um show.

    Reforço que não especialista em eletrônica, nem físico, químico ou engenheiro, mas até onde li a respeito e alguns testes que fiz, influência sim a qualidade do cabo, fatores como: qualidade do cobre utilizado, blindagem ou malha, isolamento do fio interno e ponteiras.
    Caso alguém ache que esteja errado as minhas considerações, por favor corrigi-las.

  6. Alexandre Ramos diz

    Ótimo artigo!
    Vamos fazer um teste, colocar um cabo de 20 reais e um de 200 e chamar esses caras aí em cima pra fazer um teste. Duvido… Tenho a impressao de que eles usam guitarras signature (porque compraram de forma obsessiva). Eu tenho 3 guitarras, uma Fender Jeff Beck ( Comprei pela alta qualidade de construção, cada peça envolvida e não pq o Jeff Beck revirou no tumulo dizendo que os captadores sao alnico feitos na europa e em liga pura ), uma Sx SST57 ( Paguei 400 reais, troquei os caps, a ponte e as tarraxas… Chega a ser melhor que a jeff beck em termos de timbre pra coisas mais pesadas, uso pra gravar bases e arpejos… é H-S-S) e uma Epiphone G400.

    Realmente, a escolha do cabo é importantissima e com certeza existem cabos tao bons quanto os cobiçados monster cable sem pagar pela marca ou pela garantia Escolhi minhas guitarras com base no som, na pegada… como todo musico deve fazer, a maior arma é o conhecimento como vc mesmo disse. vá na loja, experimente os instrumentos! Os cabos, pedais! Paguei 100 reais em um compressor handmade que nunca vi igual! da pau em CS-3, Dyna comp…

    Faço uso de cabos sparflex ha 4 anos e paguei 40 reais em cada na epoca… isso não mudou minha forma de tocar. ja fiz uso de monstrr cable, vox, planet waves… muitos em estudio, outros no palco… isso não mudou o meu som, não aumentou ou diminuiu o “hum”. É Claro que eu não compraria um cabo de 5 reais, no minimo duvidoso… Mas tambem não é preciso alimentar o seu ego consumidor ou desejo intenso de comprar tudo o que vê pela frente que é desnecessário. É… a publicidade as vezes é a maior inimiga dos musicos.

    Não sou contra Pagar caro, sou contra pagar caro por preguiça, quando se pode reduzir custos mantendo a mesma qualidade.

  7. Eduardo Joab diz

    Vou dizer uma coisa o cabo é uma grande fonte de dor de cabeça para muitos musicos .Eu toco a bastante tempo e só uso cabos confeccionados por mim com fios Pirelli e conectores Alphenol, eu sempre levo comigo o ferro de solda pois no caso de algum problema conserto na hora.Pensar em pagar R$200,00 em um cabo pra mim é jogar fora o meu dinheiro ,pois quem da plateia vai reparar na marca do cabo que estou usando.Isso é vaidade como acho vaidade um violão de mais de R$10.000.00 ,Nada disso me fará tocar melhor no meu caso trato minhas ferramentas como ferramentas se podem contribuir para melhorar meu trabalho eu faço o investimento se não ,deixo para os mais vaidosos.

    • Eduardo Leite diz

      Desculpe comentar amigo, mas se vc faz questão de usar alphenol como conector, vc já está praticamente discordando da matéria.

      Porque se vc faz seus cabos com conectores importados alphenol ao invés de comuns é porque vc sabe que eles são diferenciados, e é isso uma das coisas que a matéria quer dizer que não, o que, na minha opinião, é totalmente infundado.

      Pode ver que 2 alphenols já é quase o preço de um cabo santo angelo da vida. Isso que estou falando do mais barato da alphenol, pois dependendo do modelo apenas 1 já é o preço de um santo angelo.

      Abraços

  8. Marcus Pessanha diz

    Monster cables de 200 reais valem cada centavo!
    Por muito tempo eu fiquei nessa onda de comprar cabos com preço “justo”, até surgir a oportunidade de comprar 2 monsters de 9 metros por um preço mais atraente. Comparei com outros cabos e a diferença é surpreendente! Comparei com planet waves comum, circuit breaker, santo angelo… e a melhora no som é absurda, principalmente em gravações!
    Experimentem pegar um circuit breaker, que já é um cabo legal, colocar distorção e bater no cabo enrrolado. Depois façam isso em um monster cable rock pro, pra ver do que eu estou falando.
    Consegui pegar os meus monsters por um preço mais justo, mas se eu precisar de outro e ter que pagar o preço normal, eu compro de olhos fechados por que realmente valem a pena, e ainda duram a vida inteira!

  9. Jones Egydio diz

    Olá, bom dia!
    Bem interessante esse artigo sobre cabos, contudo há muitos outros fatores que devem ser analisados para se chegar a uma conclusão.
    Sou engenheiro eletrônico e tenho boas noções sobre processos de fabricação e materiais usados na eletrônica. Poderíamos discutir sobre aspectos de materiais e processos utilizados na construção desses cabos por horas e tvz não chegaríamos a um consenso sobre “qual é o melhor”.
    Contudo, alguns aspectos são evidentes: os processos e materiais utilizados nos cabos de R$200 e nos de R$20 não são iguais!
    Os cabos de R$200 só custam isso aqui pela mordida do governo, importadoras e lojistas. Se vc for comprar um cabo dessas na GuitarCenter pagará US$40 (o que eu paguei em dois cabos Monster), preço de um cabo mediano no Brasil.
    Como esse assunto já me rendeu horas de estudo resolvi fazer um teste prático, ligando diretamente uma Fender Strato American Standard em um Fender Deluxe utilizando um cabo George L’s e um Santo Angelo, ambos de 3m.
    Sinceramente, foi a experiência mais próxima da paranormalidade que já tive na minha vida. Há uma diferência notável em termos de clareza e definição de timbre.
    Para constatar se eu não estava sob algum tipo de efeito placebo, pedi para uma outra pessoa que não toca escutar duas vezes a mesma música, em cada uma eu troquei o cabo sem ela saber o que eu estava mudando.
    A resposta que obtive logo após ter perguntado sobre a diferença entre as músicas foi: você apenas aumentou o volume do amplificador!

    Portanto, chego a conclusão de que não adianta vc ter um equipamento bom e usar um cabo barato fabricado com processos e matérias primas de segunda. Conseguirá um resultado, contudo esteja certo de que vc não estará usufruindo de todo o potencial que seu equipamento pode lhe oferecer.

    • J.Cesário diz

      Apesar de já antigo, este artigo é ótimo e por isso provocou várias discursões sobre o tema inclusive por profissionais e estudantes. A mais concordo plenamente com o artigo onde realmente não se justifica a grande diferença de preços nos cabos, empregando-se a mesma qualidade nos materiais. Ressalvo apenas que teremos diferenças significativas no sinal, obviamente, quando se é empregado cabos de cobre com áreas de secção transversal diferentes.
      Parabéns e um Abraço!

  10. Joca diz

    A vida toda utilizei o critério custo/benefício na compra de cabos: já tive santo angelo, sparflex e algumas outras marcas genéricas. Me decidi a buscar cabos de melhor nível por uma questão simples de durabilidade: os sparflex, que custaram R$40,00, em pouco mais de um ano de uso já apresentavam ruídos e mal contato, mesmos problemas apresentados pelos demais. A gota d’agua foi quando a ponta de um dos cabos soltou-se e ficou presa dentro de minha guitarra, uma Ibanez modelo Les Paul, com jack blindado, ou seja, foi impossível retirar a ponta do cabo, e tive de comprar e instalar um novo jack. Depois de toda essa dor de cabeça, me convenci a gastar uma grana e comprar cabos de qualidade, para não ter de me preocupar novamente com isso por um bom tempo. Acho que além da questão da transmissão do sinal, um elemento super importante na compra de um cabo é a questão da durabilidade, pois comprar cabos novos a cada um ano ou dois, uma hora cansa. Ganhei um cabo top da tecniforte de minha noiva, que ainda nem testei (o cabo, não a noiva! hehe), e agora vou comprar um monster cable rock. Depois de fazer alguns testes eu volto aqui pra deixar minhas opiniões.

    Abraço a todos!

  11. diz

    Quem é guitarrista sabe la no fundo que nao tem 5% de diferença no SOM, de um cabo de 20 p/ um de 200$, como disseram ai é oura vaidade ou (Viadage) eu nao pago pau pra nenhuma marca não meu dinheiro faço valer cada centavo, comprar um cabo desses é jogar dinheiro fora.

    (EU TENHO 1 monster cable, 3 circuit braker 1 hayonic e 1 sparflex não tem nenhuma diferença auditivel entre eles, é ilusão, Puro marketing esses cabos caros.

  12. diz

    Concordo com a matéria!!! Quero ver colocar gravações da mesma guitarra com vários trechos de áudio (gravados com vários cabos), e, essa galera q está dizendo q a diferença é notória distinguir quem é quem.

    Se isso fosse tão notório assim, essas empresas q ganham rios de dinheiro já teriam demonstrado (em laboratório).

    !!!!!!!!!Para ciência ñ basta falar, tem q provar!!!!!!

  13. Rosane Barbosa diz

    Boa noite.
    Ótima a matéria pois, estou fazendo uma pesquisa para, comprar um cabo novo para o meu baixo e, esta me influenciou muito. Concordo sobre a questão da diferença de preços. E, com certeza, como alguém falou aí, muitos dos cabos são caros, por conta de publicidade e marketing pois, tem que pagar isso e, ainda tem os impostos que, os fazem ficar em um preço absurdo. Esta matéria, ajudou muito na minha reflexão sobre compra de cabos, até porque, sou iniciante no baixo e, não é por isso que, comprarei um cabo ruim. É melhor comprar um bom onde, poderei ter um ótimo aproveitamento.

    Concordo também quando falaram sobre a qualidade do cobre que é colocado nos cabos e que a mesma, também influencia no preço.

    Dentro das minhas possibilidades financeiras, comprarei um cabo que, dure um tempo razoável e, que me dê um bom resultado.

    E vamos de música.

    Parabéns pela matéria.

  14. Marcos diz

    Asimm… sempre optava por cabos mais baratos, e geralmente duram pouco, pela ma qualidade dos plugs e o próprio fio costuma quebrar no meio ou em outra parte, comprei um cabo importado e blindado em 1998,com garantia de 10 anos, paguei na época 180.00 e até hj uso e nunca quebrou.

  15. diz

    É questionável sua explicação em termos físicos, apesar de ter usado algum valor, mas a verdade é que os materiais sofrem sim muita diferença de qualidade pelo simples fato da forma de fabricação do mesmo, sendo que alguns fabricantes do dito “cobre” tem seus padrões tecnológicos e de manufatura para chegar ao produto final. poderia falar sobre todos os outros itens, mas quero me envolver apenas com o cobre.
    O cobre é encontrado na natureza em sua forma bruta, e o mesmo precisa ser limpo e purificado para ser comercializado. a forma de tratamento do cobre vai direcionar a qualidade do mesmo. logo, um cobre de determinado fabricante nunca, repito, nunca será igual aos demais! a qualidade de transferência dos elétrons depende da qualidade e pureza do cobre. (falou também sobre o plug ser banhado a ouro, não ter tanta diferença – TEM SIM!!! quanto mais condutor o material for, melhor para a circulação de corrente dos elétrons.)o cálculo de resistência dos materiais que foi proposto, só pode ser usado com os termos de igualdade da matéria prima, ou seja, o cobre tem que ser igual em toda a sua forma, deve ser de um mesmo fabricante, e deve ter o mesmo lote! o cálculo feito com materiais diferentes é de caráter proximal e não igual! tendo em vista que um captador transfere eletromagneticamente mV (milivolts) qualquer interferência de corrente ocasiona um sinal fraco na saída, falando para leigos… tecnicamente, a corrente final do circuito fica comprometida pelo fato do condutor reter boa parte da tensão e corrente elétrica e resultar em perca de elétrons gerando o conhecido calor.
    aprecio matérias sobre musica, mas quando vem um cabo mais caro no mercado, ele deve ter sim, muitas diferenças dos demais! claro que um de R$200 e outro de R$20, vão agir da mesma forma, mas quem quer ter um som ser perca nenhuma de sinal, deve testar os cabos eletricamente, com um bom amperímetro se for questionar perca de sinal, as demais não conformidades evem ser testadas na forma a que necessitam, por exemplo, ruído: ligue o cabo ao instrumento, tem hum? tem o cabo pode ser ruim, mas teste com outro!!! e por ae vai. forte abraço a todos!

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