A história do baixo elétrico

A história do Baixo: Introdução

história do baixo
contrabaixo acústico

O história do baixo como nós conhecemos hoje é uma história muito rica. Pergunte para a maioria das pessoas quem criou o baixo elétrico ou simplesmente baixo moderno e elas vão dizer que foi o Leo Fender. No entanto, houve pelo menos cinco outros protótipos parecidos com o já bem conhecido baixo moderno, cada um criado bem antes que o Fender apresentasse ao mundo o baixo Precision Bass em 1951.

O baixo moderno é um descendente direto do contrabaixo, que remonta ao século XVII, ligado intimamente com a história do baixo moderno. No entanto, foi somente então no século XX que o design do baixo foi alterado para ser mais prático.

A história do baixo: O primeiro contrabaixo elétrico e a comercialização

Em 1920, Lloyd Loar, trabalhando para a Gibson, projetou o primeiro “contrabaixo elétrico “. Esse baixo usava um captador eletroestático, mas a amplificação das baixas frequências ainda eram pouco desenvolvidas, por isso não havia uma maneira prática de ouvir o instrumento. Em 1930, Paul Tutmarc se tornou a primeira pessoa conhecida em refinar o contrabaixo para um tamanho mais prático, e isso teve uma grande importância na história do baixo. O primeiro protótipo tem aproximadamente o tamanho de um violoncelo, e contou com um captador rudimentar, mas ele foi considerado muito pesado e o projeto foi aperfeiçoado para ser mais parecido com uma guitarra. Este novo baixo tinha 42 polegadas de comprimento, corpo sólido, feito de noz preta (ou black wainut) e cordas de piano e, como nos anteriores, apresentava um captador.

Em meados dos anos 30, diversas empresas estabelecidas no ramo de instrumentos musicais como – Lyon & Healy, Gibson e Rickenbacker, e fora outras – iniciaram a comercialização experimental dos baixos elétricos, que  assim como nos protótipos da Tutmarc, foram  muito menos volumosos do que um contrabaixo padrão. Porém, estes modelos todos ainda eram muito altos, não tinham trastes, e eles ainda eram mantidos na posição vertical padrão.

A história do baixo: Anos 40 o princípio do baixo moderno

Por volta de 1940, Paul Jr Tutmarc começou a fabricar guitarras e baixos, incluindo o baixo Serenader que é um clássico na história do baixo. Então foi distribuído pela L.D. Heater Music Co., em Portland, Oregon, e foi a primeira vez que um grande distribuidor assegurou a distribuição de um baixo elétrico. A grande sacada desta vez é que o instrumento era um baixo moderno  – um instrumento compacto, com trastes que poderia ser segurado e tocado na horizontal. As características principais destes baixos eram:

  • Os captadores – Os captadores foram desenvolvidos nestes baixos porque os antigos contrabaixos eram abafados pelo metal de outros instrumentos nas sessões de bandas de Jazz.
  • O tamanho – Os contrabaixistas da época muitas vezes tinham que viajar sozinhos justamente por causa do tamanho do contrabaixo, e muitas vezes se perdiam nessas viagens para os shows. Com o design mais compacto significava que o baixista poderia viajar com o restanto do grupo.

A história do abaixo: Fender Precision e a ascensão de outras empresas

história do baixo
Fender Precision

Houve muito pouco progresso desde então, até o Leo Fender criar o famoso baixo chamado de Precision Bass em 1951. Ele foi nomeado desse jeito porque esse baixo apresentava trastes o que pemitia literalmente uma precisão maior na hora de tocá-lo. Para muitas pessoas, este foi realmente primeiro baixo elétrico da história, com uma linha de produção realmente massiva e o mais conhecido da época, e ainda é até hoje. Seu design é o mais copiado na história do baixo. Em 1957, o captador foi alterado para ser um captador split, e o escudo e a paleta foram redesenhados.

Em 1960, Fender projetou e criou o Jazz Bass, com dois captadores separados ao invés de um captador split conforme apresentava o Precision. A popularidade da Fender com os baixos fez com que a Gibson e  a Rickenbacker seguissem o mesmo caminho. Isso levou a uma onda de popularidade para o baixo elétrico, e é o que levou a ser tão conhecido como é nos dias de hoje – uma parte importante do rock, blues, jazz, funk, reggae e inúmeros outros gêneros da música popular.

A história do baixo: Os primeiros baixos de 5,6 e 8 cordas

Em 1959 Danelectro criou o primeiro baixo de 6 cordas, com afinação em E A D G B E, mais tarde, a Gibson e a Fender usaram essa idéia para criar o Gibson EB-6 em 1960, e o Fender VI em 1962. Em 1964 a Fender criou o primeiro baixo de 5 cordas, com o Fender V.

A Ampeg lançou em 1965 o primeiro baixo sem traste (projetados para não apresentar os trastes, os mais antigos não continham os trastes por serem rudimentares demais). Em 1968 a Hagstroem lançou os primeiros baixos de 8 cordas. O primeiro baixo de 6 cordas sem traste (mais tarde de propriedade da Les Claypool) foi construído por Carl Thompson, em 1978. Por causa dos estilos musicais como o Slap e o Pop, as variações no número de cordas e as diferentes combinações de madeiras, braços, e etc,  os captadores tiveram que se tornar muito mais variados. Os captadores EMG se tornaram amplamente utilizados em baixos elétricos.

A história do baixo: Final

O baixo foi popularizado no inícios dos anos 60 por baixistas como John Entwistle e James Jamerson, e anos 70 por Jaco Pastorious e Stanley Clarke,  mais tarde nos anos 80 Marcus Miller e Cliff Burton tiveram um nome de peso. No final dos anos 80 assistimos uma redução na popularidade do baixo, com a moda das músicas sintetizadas do dance music. No entanto, o baixo agora tinha  se diversificado ainda mais longe do contrabaixo original.

Atualmente, o baixo aumentou em popularidade devido a baixistas como Les Claypool (Primus) e Flea (Red Hot Chili Peppers), que têm mostrado a importância do baixo na música moderna. Infelizmente, o contrabaixo clássico caiu bastante em popularidade, até porque seria impossível de competir com o baixo elétrico moderno com seu tamanho e versatilidade. Agora, quando alguém fala sobre o baixo, a sua mente pula instantaneamente para a imagem de um baixo eléctrico, em vez do seu antecessor acústico. .

Então é isso pessoal, espero que tenha matado a curiosidade de vocês sobre a história do baixo.

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